sábado, 10 de novembro de 2012

Relatório sobre o Pré-Estágio - Linguagem


Orientado pela professora Carla Sorondo, disciplina e Didática da Linguagem

REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA
PLANEJAMENTO

RITMO: O PLANEJAMENTO CONTEMPLOU OS DIFERENTES RITMOS DE APRENDIZAGEM? QUAIS AS PRÁTICAS ORGANIZADAS? UTILIZARAM ESTRATÉGIAS? FUNCIONARAM?
Ao planejar tinha consciência do ritmo da turma, que apesar de ser considerando lento pela maioria das profissionais da escola que me receberam, é uniforme. Organizei práticas de leitura, escrita, exercícios, dinâmicas, atividades práticas e conversas. Minha estratégia foi disponibilizar jogos para quem terminasse as atividades, incentivando-os assim a fazer sem “enrolar”. Avalio que esta estratégia funcionou, a maioria fazia com capricho e agilidade.

EXPERIÊNCIAS: NA ORGANIZAÇÃO DO PLANEJAMENTO TAL ELEMENTO FOI CONSIDERADO? QUAIS AS PRÁTICAS ORGANIZADAS, A FIM DE VALORIZAR? OUTRAS EXPERIÊNCIAS FORAM OPORTUNIZADAS?
Tive o cuidado de valorizar as experiências dos alunos, e sabendo que estávamos trabalhando com o tema “Identidade” seria contraditório não fazê-lo. Os alunos fizeram textos, relatos e listagens com base em situações vivenciadas por eles. Foi muito importante porque dessa forma eles se mantinham motivados a desenvolver as atividades. Relembramos muito a infância do passado recente, através das estratégias mencionadas anteriormente, brincadeiras e dinâmicas. Os próprios alunos reconheceram que ter este espaço foi primordial para que ocorresse um bom trabalho. Apenas os alunos que faltaram a muitas aulas não entendiam o porquê de estar desenvolvendo estas atividades, que ao mesmo rememoravam fatos e propiciavam vivências corporais, cognitivas e afetivas.

HABILIDADES (PERCEBER A PARTIR DE QUAIS HABILIDADES O PROFESSOR PODE POTENCIALIZAR A APRENDIZAGEM DO ALUNO): QUAIS AS PRÁTICAS POSSÍVEIS DE POTENCIALIZAR AS HABILIDADES DOS ALUNOS?
Alguns gostam de falar, outros de desenhar, alguns de escrever. Todos gostam de internet e informática. Todas estas habilidades tiveram espaço no planejamento. Em alguns momentos, alguns alunos se despontam mais que outros, mas o importante é que todos sejam contemplados. Propus atividades variadas, incluindo tecnologias e diferentes formas de expressão. Mesmo assim, muitos não se interessavam em realizar as atividades e, quando questionados o que gostariam de fazer, diziam que o tema e as atividades eram legais, mas que estavam com preguiça, ou que não tinham vontade ou ainda mentiam claramente que não sabiam fazer.

NECESSIDADES (DIFERENTES NECESSSIDADES APRESENTADAS POR CADA UM DOS ALUNOS FRENTE A SEU PROCESSO DE APRENDIZAGEM, SOBRE OS DIFERENTES QUESTIONAMENTOS E DÚVIDAS APRESENTADOS POR ELES NESTE PROCESSO DE APRENDIZAGEM QUE É DIÁRIO).
Trabalhei com uma classe especial, todos tinham necessidades diferentes. Eles têm o hábito de ajudar os colegas.
Tive alunos disléxicos, que precisavam de várias e detalhadas explicações e demonstrações. Tive uma aluna com dificuldade na audição, que se comunica fazendo leitura labial, é preciso certificar-se de que ela está olhando para quem está falando. Tive alunos com diversos problemas de aprendizagem, como analfabetismo funcional, não dominarem operações matemáticas e etc. Na verdade gostaria de ter tido mais tempo com a turma para poder ajudar os alunos de forma mais efetiva. Mas, sem dúvida o maior problema é de autoestima, e para tal, todo o projeto visava valorizar cada indivíduo que dele participou, e acredito que tenha sido possível ajudá-los a perceberem-se de uma forma mais otimista e valorizada. Mas, torno a dizer, foi pouco tempo, gostaria muito de poder ter feito mais por aqueles adolescentes.

EXISTÊNCIA DE PRÁTICAS SOCIAIS DE LEITURA E ESCRITA NA ESCOLA.
Não encontrei nenhuma prática dentro da escola que cumprisse uma função social de leitura e escrita.

ESTRATÉGIAS NO PLANEJAMENTO REALIZADO POR VOCÊS EM QUE AS CRIANÇAS SÃO LEITORAS E ESCRITORAS.
Nosso produto final foi um livro. Os alunos escreveram textos e listagens, eu li os textos em casa e produzi pareceres. Fui orientada pela professora titular a não exigir muitos dos alunos, pois eles tinham sido alfabetizados no início deste ano, então apenas mostrei a eles os erros cometidos e como poderiam ter feito melhor. Minha vontade era pedir para que eles refizessem, atentando para as sugestões dadas, porém já foi difícil conseguir com que eles fizessem uma vez. Eu usei os textos dos alunos para ensinar os tempos verbais. Eu gostaria de ter feito uma exposição dos livros, mas os alunos não quiseram. Eu queria que os alunos entendessem que são escritores da sua própria história, mas apenas alguns tomaram consciência disso.

ORGANIZAÇÃO DE ESTRATÉGIAS EM QUE AS PRÁTICAS DE LEITURA E ESCRITA SÃO REMONATADAS NO MESMO SENTIDO QUE SÃO UTILIZADAS NO DIA A DIA.
Escrevemos uma receita de salada de fruta, que ficou em um cartaz na sala de aula. Registramos informações como peso e altura. Nos comunicamos pela internet. Podíamos ter explorado melhor algumas ideias de comunicação escrita e oral, registro e leitura de informações.

ORALIDADE – LEVANTAMENTO PRÉVIO DE CONHECIMENTOS
Em meu planejamento, tinha espaço para conversa sempre antes de qualquer conteúdo. Sabendo que isso não basta, estive atenta ao comportamento dos alunos na escola e nas redes sociais, lia o que os alunos escreviam. Investiguei-os conversando com outras pessoas da escola, busquei conhecê-los para poder desenvolver o melhor trabalho possível. Eles tinham muita tranquilidade em expor ideias oralmente, mas ao conversar entre si agiam com desrespeito.

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