sábado, 24 de novembro de 2012

Livro: As Preferências de Rubinho (Coleção Ciranda das Diferenças II)

Este livro conta a história de um macaquinho que tem paralisia cerebral. Faz parte da coleção Ciranda das Diferenças, de Márcia Honora. "Rubinho era um macaco especial, ele não se comunicava da mesma forma que os outros macacos. Será que existiria um jeito diferente para ele se comunicar?."


Veja as imagens do livro digitalizado para imprimir/dowload
































As Preferências de Rubinho
(Márcia Honora)
Em uma cidade grande, bem perto daqui, havia um zoológico bem bonito, no qual moravam muitos animais.
Esse zoológico era diferente: os animais viviam soltos. Eles eram muito bem-tratados ali e recebiam cuidados veterinários sempre que algum deles ficava doente.
Os visitantes que iam ver os animais entravam em carros especiais, com grades e vidros fechados para assistir à rotina dos animais com segurança.
O espaço reservado aos macacos era o mais procurado, pois os visitantes sempre se divertiam ali, vendo as macaquices que eles faziam se pendurando nas árvores e nos carros.
Chiquita era uma dessas as macaquinhas que adorava fazer peripécias, mas, nos últimos dias, ela andava bem triste.
Seu filhote, Rubinho, logo que nasceu, precisou ir à UVI, Unidade de Veterinária Intensiva, pois havia tido um probleminha durante o parto.
No momento do parto, Rubinho ficou sem oxigênio por alguns momentos e isso havia afetado seu cérebro.
O veterinário avisou Chiquita que Rubinho iria poder voltar para o espaço dos macacos, mas que teria de usar uma cadeira de rodas.
Todos os macacos acharam muito diferente Rubinho usar aquela cadeira de rodas. A alegria daquele macaquinho contagiava a todos.
Um dia, o veterinário do zoológico convidou Rubinho para participar de uma aula diferente: equoterapia, um treino de equilíbrio sobre cavalos.
Rubinho foi levado para conhecer Pepeu, o cavalo que iria ajudá-lo nesse treino. Pepeu era um cavalo muito grande, mas muito dócil.
Rubinho foi tirado da cadeira de rodas e colocado no cavalo com a ajuda de sua terapeuta, Cléo.
No primeiro dia, Rubinho teve um pouco de medo de Pepeu, mas logo foi se acostumando com o novo amigo.
Depois de algum tempo, Rubinho já ficava sentado no Pepeu sozinho, os dois se tornaram grandes amigos.
Cléo percebeu que Rubinho também tinha dificuldades em se expressar e o convidou para participar de um treino com pranchas de comunicação alternativa.
Cléo explicou para Rubinho e sua mãe que ele usaria símbolos que ficariam numa prancha para se comunicar com os outros animais.
Tudo aquilo era muito diferente do que Chiquita estava acostumada: um filhote que ficava numa cadeira de rodas, aulas com cavalos, comunicar-se com símbolos...
Tudo era muito cansativo, mas Chiquita, ao ver a alegria de Rubinho, sabia que o esforço valia a pena.
Rubinho aprendeu a usar a prancha de comunicação rapidamente e apontava com sua cauda para o símbolo ou letra da prancha para indicar o que queria.
Adivinha qual o símbolo que ele mais gostava?





O que é Paralisia Cerebral?

O número de crianças com paralisia cerebral aumenta a cada dia. Atualmente, muitas crianças sobrevivem a partos traumáticos e complicados, quando antes morriam.
Entretanto, sobrevivem, na grande parte dos casos, com sequelas, diminuindo o índice de mortalidade infantil. No entanto é importante lembrar também que cerca de 80% dos casos de deficiência física causada por sequelas de partos complicados poderiam ter sido evitados com certos cuidados preventivos em relação à gestante.
Paralisia cerebral é o termo utilizado para definir um conjunto de distúrbios motores decorrentes de uma lesão no cérebro durante os primeiros estágios de desenvolvimento. A lesão é estática, não muda e não se agrava, ou seja, o quadro não é progressivo. Entretanto, no que se refere aos movimentos, à postura corporal e aos problemas a eles relacionados podem melhorar ou piorar, dependendo da forma como cuidamos da criança e também da extensão da lesão no cérebro. Isso significa que, quanto mais cedo iniciar-se os tratamentos, melhores condições de vida a criança terá.
A paralisia cerebral ocorre devido a uma lesão no sistema nervoso central e tem como principal característica a alteração do tônus muscular, ou seja, alteração no estado de contração do músculo em repouso. A paralisia cerebral é relativamente comum em todo o mundo, com uma incidência estimada em 1,5 a cada mil partos. Entre os bebês sobreviventes que pesam menos de 2,5 quilos no nascimento, a incidência é muito mais alta: aproximadamente 10 a cada mil.
A maioria das crianças com paralisia cerebral nos primeiros meses de vida, não apresenta um comportamento diferenciado mas, à medida que o sistema nervoso se desenvolve, os distúrbio motores vão se tornando cada vez mais perceptíveis. O sintoma mais comum, que aflige cerca de metade das vítimas, é a espasticidade, ou seja, o aumento do tônus muscular no momento da contração, causando uma condição neurológica anormal. Não é surpresa que a espasticidade muitas vezes interfira em outras funções motoras.
De acordo com a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), pesquisas indicam que, a cada ano, nascem 30 mil pessoas com paralisia cerebral. A presença de um neonatologista na sala de parto pode prevenir um quadro de paralisia cerebral.

Saiba mais no site: http://www.aacd.org.br/Default.aspx

E tem mais! Imagens para colorir sobre a história





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