quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Pré-Estágio - quarta aula (11/10/2012)


10 de Outubro de 2012
Quarta-Feira

TEXTOS NASCI E CRESCI
Objetivos: Expressar-se de forma oral, escrita e corporal; Ler e interpretar textos.
Materiais: Livro, folhas impressas e fotocopiadas, folhas com linhas, lápis, papel, caneta.

            Ontem nós aprendemos sobre os três poderes, que organizam o nosso governo. Mas existem vários formas de organizar uma sociedade. Já imaginou como se organiza uma sociedade indígena? Isso interfere muito na vivência que as pessoas inseridas nela. Agora leremos um texto que fala sobre isso.
Distribuirei aos alunos os textos “Nasci” e “Cresci”, extraídos do livro “As Aventuras de Tibicuera”, de Érico Veríssimo.

NASCI
Nasci na taba duma tribo tupinambá. Sei que foi numa meia-noite clara. Fazia luar. Minha mãe viu que eu era magro e feio. Ficou triste mas não disse nada. Meu pai resmungou:
— Filho fraco. Não presta para a guerra.
Tomou-me então nos seus braços fortes e saiu caminhando comigo para as bandas do mar. Ia cantando uma canção triste. De vez em quando gemia.
Os caminhos estavam respingados do leite da lua. O urutau gemeu no mato escuro. Uma sombra rodopiou ligeira por entre as árvores.
O mar apareceu na nossa frente: grande, mole, barulhento, cheio de rebrilhos. Meu pai parou. Olhou primeiro para mim, depois para as ondas... Não teve coragem.
Voltou para a taba chorando. Minha mãe nos recebeu em si­lêncio.

CRESCI
Passaram-se algumas luas. Uma tarde eu ia escanchado na cintura de minha mãe e o pajé da nossa tribo nos fez parar na frente de sua oca. Olhou para mim. Viu que eu era magro, feio e tristonho. O pajé era um homem muito engraçado. Como fazia troça de toda a gente e de todas as coisas, diziam que ele era irônico. Pois o pajé me examinou da cabeça aos pés, sorriu e disse: “Tibicuera”.
O nome pegou. Toda a gente ficou me chamando Tibicuera. Tibicuera na nossa língua queria dizer cemitério. O nome sentava bem. Eu era magro e chorão.
Certa vez fiquei parado, olhando a minha sombra no chão. Era a sombra de um guri cabeçudo, de barriga enorme, como que inchada. As pernas eram finas como os juncos que crescem nos rios. Soltei um grito de tristeza. Na taba até pensaram que tinha sido gemido de urutau.
Uma tarde me debrucei sobre um córrego para matar a sede. Vi minha cara no espelho da água. Levei um susto. Ergui-me num pulo e saí a correr. Agarrei-me às pernas de minha mãe e choraminguei:
— Vi um peixe feio dentro d’água, mãe.
Cresci na taba, comendo terra, perseguindo as formigas e as minhocas.
Aos cinco anos fiz minha primeira caçada de tucanos. Mas não me meti fundo no mato, porque tinha medo de encontrar Anhangá, Curupira e os outros espíritos maus.
À noite eu via as danças dos índios ao redor de uma grande fogueira. Os tupinambás pulavam, faziam roda, rebolavam as ancas, erguiam os braços, batiam com os pés no chão. A fogueira tinha línguas de muitas cores. De dentro dela saltava um clarão que devorava a luz do luar, pintava de vermelho a cara dos guerreiros e ia abolir com o mato que estava dormindo.
Os guerreiros dançavam. Os tambores batucavam — bum-qui-ti-bum. bum-qui-ti-bum. bum, bum... Eu olhava para o céu. A lua parecia uma fogueira e as estrelas eram os índios dançando ao redor dela.
Um dia os tupinambás foram para a guerra. Os tambores soaram com raiva. 0 eco respondeu longe. O pajé reuniu o conselho. Os guerreiros prepararam suas armas. Dançaram os tacapes, os arcos, as frechas e as lanças. Depois os guerreiros entraram no mato. Só ficaram na taba os velhos, as mulheres e as crianças.
Comecei a sentir uma vontade muito grande de ficar homem para ir também à guerra.
     Os alunos farão uma leitura silenciosa, depois começarei lendo em voz alta, e os alunos continuarão. Passarei o livro para que os alunos possam manusear. Disponibilizarei a versão digital do livro pela internet, e os convidarei a ler a obra completa.
     Conversaremos sobre o texto, nessa interação farei perguntas como essas: Como era a realidade de Tibicuera? O que o texto nos revela da cultura indígena? Como ele se sentia? O que acontecia com sua autoestima? O que ele fazia durante a sua infância?
     Exploraremos o vocabulário utilizando dicionários.
     Após a discussão, vou propor aos alunos que escrevam, como Tibicuera, fatos marcantes em seu nascimento e infância.



"Vale quase tudo para chamar atenção dos alunos para a literatura. Eu subi até na cadeira para contar a história... Expliquei os termos usados no texto com palavras simples e até gírias. Aí fica impossível não me dar atenção..."




PRODUÇÃO DE AUTORRETRATO
Objetivos: Expressar-se de forma oral, escrita e corporal; Ler e interpretar textos.
Materiais: Lã, prendedores, obras de arte e biografias de artistas impressas, papel sulfite, tintas guache, pincéis.
            “Nós acabamos e ler e produzir textos que contam a vida de pessoas. Temos várias formas de expressar quem somos e o que sentimos, escrevendo, cantando, pintando, entre outras. Agora vamos conhecer alguns artistas que pintaram quadros se retratando ou retratando outras pessoas.”
     Os alunos apreciarão o varal com obras e biografias de Romero Britto, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Di Cavalcantti e Anita Malafatti.
     Proporei a criação de autorretratos, digitais e pictográficos, utilizando câmera digital, papéis, tintas e pincéis. Enquanto os alunos produzem seus autorretratos, ouviremos músicas que falam sobre identidade como por exemplo: Autorretrato – Kleiton e Kledir, Ghita – Raul Seixas.



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      Além das atividades planejadas, realizamos outra sugerida pela professora titular: confecção de cartazes sobre direitos e deveres das crianças. Produzimos também cartões sobre o dia do professor para presentearmos a professora titular. Além disso os alunos presentes tiveram uma surpresinha...



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