segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A correção que não me agradou nada nada...

      Bom, quinta-feira, dia 29/10, as professoras do curso Normal reuniram-se para corrigir nossos cadernos. Sem citar nomes, mas quem conhece a situação sabe bem como e quem é, não tive sorte e meu caderno caiu na mão de uma das professoras mais exigentes que temos, junto a ela estava uma das mais tolerantes, porém pelo estado do caderno da minha colega acredito que quem liderou a correção foi a mais exigente.
      Entre as coisas que a desagradaram, estava o excesso de detalhes (exemplo: buscaremos os alunos, diremos que podem escolher onde sentar, dividiremos o quadro e de um lado escreveremos direitos e do outro deveres...), coisa que na minha opinião não tem tanta importância assim.
      Outra coisa que foi criticada era a baixa qualidade de alguns materiais, só que eles na verdade eram apenas miniaturas dos originais que serão entregues ao alunos, logicamente não tem uma qualidade igual. Então, acho que essa parte só faltou lembrar de levantar e ir ver na caixa. Tudo isso tudo bem, dizer que há falta de capricho na parte de anotações das observações já achei exagero, e vou explicar o por que. Quando comprei o caderno numerei as folhas, não só para organizar e fazer um índice, mas para, acima de tudo, não cair em tentação de arrancar nenhuma folha, assim tudo o que eu escrevesse permaneceria ali, poderia ser retificado, mas não apagado, porque a prática é para isso, para refazer conceitos, e para aprender mesmo, é bom ter noção do que pensávamos e do que passamos a pensar, visto que um dos mais considerados conceitos de aprendizagem é que "aprendizagem é mudança de comportamento". Portanto, tudo o que eu rabisquei no meu caderno, nos dias de observação, tem um significado que não teria se eu tivesse passado a limpo. Quem me conhece sabe que não sou desleixada, e que escrever "Que falta de capricho! Vais passar a limpo?" não tem nem sentido, pois já passei a limpo sim, no relatório que vem logo adiante dali no caderno. Achei realmente injusto, não só por ser comigo, mas por não ter sido perguntado ao sujeito (se bem que nesse caso acho que fui reduzida a objeto) qual o sentido daquilo.
      Agora vem o pior, essa professora tinha nos orientado a incluir conteúdos da disciplina a qual leciona e nós o fizemos, mas de uma forma mais popular, pois não achamos adequada a forma que ela nos sugeriu. Nos pareceu muito pesado aquilo tudo, impróprio para a faixa etária, e mais ainda, não tinha uma relação bem definida com o foco que estamos dando no projeto, e no Curso Normal aprendi que não é certo forçar essas relações entre os conteúdos para que acontece de uma forma correta a interdisciplinaridade.
      Além de querer interferir (e bastante) no rumo do meu projeto, ela fez isso de uma maneira completamente autoritária ("Eu mudo de nome se tu não colocares o que eu quero no teu planejamento", "Tu tens que trabalhar com o conteúdo da ____). Achei absurdo e contestei, assim fui ensinada a reagir. Lá no Pelotense aprendi a não ser dominada ideologicamente e falei, em um tom muito respeitoso: A senhora está querendo me manipular e decidir o que só nós (Pâmela e eu) temos que decidir. O projeto é NOSSO (não falei gritando, só exagerei um pouquinho na ênfase). Ela se ofendeu muito e achou uma falta de respeito. Me disse coisas que nem sei escrever, prefiro nem lembrar mesmo, coisa de gente que fala o que quer e não sabe   ouvir o que não quer. Na real, ela só falou aquilo tudo porque eu não concordei com ela.
      Ela aproveitou a raiva (ou sei lá o que ela tava sentindo, ô pessoa estranha) e nos criticou por dois fragmentos do nosso planejamento que transcrevo agora na íntegra: "Falaremos também que eles não precisam sentar nos lugares impostos pela professora titular, sentarão em hora em semicírculo, hora em duplas ou grupos conforme o momento e a atividade que estaremos desenvolvendo" "Nós trabalhamos de um jeito que vocês não estão acostumados ainda, trabalhamos com projeto didático [...] Significa que todos os conteúdos estão integrados, ou seja, todos estão ligados por um tema mesmo que antes eles fossem trabalhados em disciplinas separadas com a professora titular e com os outros professores de vocês". Minha professora disse que isso é que é despeito e não tentar qualificar o trabalho das alunas.
        Picuínhas à parte, fomos "aprovadas" para ir para a prática, e segunda-feira lá estaremos bem felizes e trabalhando para que façamos uma boa prática. Agora, se seguiremos as orientações dessa professora já são outros 500.

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