quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Prática no terceiro ano do curso normal

      Depois de três anos estudando no Pelotense, já conheço mais ou menos como funcionam as coisas no Curso Normal. No primeiro ano todos farão com a professora Mariza a pasta sobre Pelotas e provavelmente algum seminário com ela, vai achar que a disciplina de artes visuais cobra muito (mas depois a gente vê que tem que ser assim mesmo), vai fazer tinta, massa de modelar, fantoche, normógrafo... e se for simples como eu vai aprender a carregar tudo isso de ônibus. Ainda no primeiro ano, se realmente entrou no curso porque quer, vai participar da primeira jornada pedagógica da vida. Nesse ano temos bastante fundamentos da educação (filosofia da educação, psicologia da educação e sociologia da educação), e isso nos faz pensar e saber mais sobre a educação nestes aspectos.
     No segundo ano, vai fazer a pasta do Rio Grande do Sul a provavelmente outro seminário com a professora Mariza, não vai ter artes visuais, mas vai ter música e descobrir que até quem normalmente não gosta de cantar, acaba gostando com a Maria Conceição. No segundo ano começa-se normalmente a preocupação em juntar dinheiro. No segundo ano pegamos a chave da jornada, e aprendemos a conviver melhor com nossos colegas. É nesse ano que começamos a ter didática (geral).
     No terceiro a primeira grande preocupação é a jornada, a gente quase se mata de trabalhar e quase matamos umas as outras também, mas no final o resultado é muito lindo e aprendemos a respeitar e a conviver melhor com os diferentes de nós, temos uma grande convivência com o pessoal do pós médio no período de organização e com o curso todo durante a jornada. Depois desse banho de emoções que é sempre a jornada pedagógica, começam os comentários sobre a prática, que já sabemos que existe porque vimos nossos colegas mais adiantados no curso fazendo.
      A prática do terceiro ano é o primeiro momento oficial nosso atuando em sala de aula, embora muitas de nós tenha desenvolvido projetos, feito trabalho voluntário ou até trabalhado com crianças é completamente diferente. É muito importante. É lógico que ficamos com medo da supervisão, com medo de nós mesmas em nossas reações, com medo de que algo errado possa acontecer. Mesmo assim, não tenho medo da prática, ela é sim um desafio, um teste, um passo...É feita em duplas, dura uma semana e acontece no Colégio Pelotense, salvo exceções.
      E para terminar, acho que faltam as minhas expectativas para o quarto ano e para o estágio: No quarto ano vou ter TPE (morro de vontade), e vamos ter ainda o pré-estágio, que é feito nas escolas da rede, provavelmente na escola onde a pessoa vai fazer o estágio no próximo ano, é individual e o tempo de aplicação é de duas semanas. O estágio é como o pré-estágio, só que dura 6 meses e é a última coisa antes da tão sonhada formatura. Acho que se entram 60 pessoas no primeiro ano, em média 10 se formam depois do estágio. Não sei se mais por opção ou por qualquer motivo que eu espero nunca mais considerar (eu já pensei em desistir) saem do curso levando parte da bagagem que só o curso normal pode proporcionar.
     Boa prática colegas, que tudo dê certo nesse passo importante que estamos dando.

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