terça-feira, 23 de agosto de 2011

XVII Jornada Pedagógica do Curso Normal - Não se contente com um meio ambiente, queira-o por inteiro - Relato e impressão de uma organizadora



Desde os primeiros dias de aula de 2009, quando ingressei no Curso Normal, ao conversar com colegas de séries mais adiantadas do que eu, ouvia relatos sobre a tal de Jornada Pedagógica. Em setembro do mesmo ano, participei como monitora e ouvinte de um seminário, organizado pela escola Louis Braille, o que só fez aumentar mais ainda a minha expectativa de participar de uma jornada, que seria tão bom como aquele seminário, só que melhor por ser “na nossa casa” e com pessoas que conhecemos e convivemos.
Enfim, chegou outubro, e XV Jornada Pedagógica, linda, bem organizada, cheia de vida e aprendizagens, e até mesmo divertida. Adorei.  Na mesma jornada vi a turma 22j (hoje 24ª) pegar a “chave do magistério”, já fiquei imaginando como seria a minha turma lá no palco no ano seguinte.
Em 2010, já no segundo ano de Curso Normal, estava chegando a XVI Jornada Pedagógica, e embora nossa turma fosse ainda muito desunida, entre outros motivos pela fusão dos primeiros anos L e M de 2009, conseguimos no organizar e até fizemos camisetas para pegar “a chave do magistério”. Esta jornada também foi muito boa, fiquei triste por não poder participar mais, visto que eu já estava trabalhando nessa época.
    Então chegou 2011, e com ele a grande responsabilidade de fazer uma jornada acontecer. Na nossa turma surgiam idéias e conversas que com o passar do tempo iam ficando mais freqüentes. Fomos aos poucos conhecendo as outras turmas que organizariam a jornada conosco. Começamos a correr atrás da nossa coordenadora, que a essa altura mal conhecíamos e pedir uma reunião com as turmas para começar a trabalhar.
    A primeira reunião foi marcada, e quando fomos para lá, era um clima tão ruim, as turmas ficavam claramente separadas, as opiniões divergiam em tudo, e parecia que cada vez nossa tarefa estava ficando mais difícil. Aos poucos fomos definindo tema, título, cor, detalhes da organização, decoração, cronograma, as comissões, enfim, a jornada foi tomando forma. Mas tudo isso a custo de muito trabalho, estresse, discussões, e até raiva.
    Foram muitas as reuniões e parecia que não ia acontecer nada, alguns professores até diziam que daquele jeito seria o fim da jornada pedagógica, pois não tínhamos condições de organizá-la para a data prevista. Em meio a tudo isso, ocorreram muitas paralisações do SIMP, e outras em nível nacional também, e a nossa data foi alterada. A jornada foi adiada para a última semana antes do recesso de inverno. Dessa forma, tivemos que remarcar com todos os contatos, novamente aperfeiçoar o cronograma, e tudo mais.
    Na última semana antes da jornada, fomos dispensados de todas as aulas para focar na organização, as inscrições foram feitas, a decoração ficando pronta, os materiais sendo comprados, a comida também, tudo num ritmo alucinante e era muito bom ver tudo, enfim, acontecer. Mesmo assim o medo era grande e a responsabilidade também.
    Durante toda a organização, começamos a conhecer melhor nossos colegas e professores, em especial nossa coordenadora de curso, Patrícia Fassbender, que merece todo o nosso respeito e carinho. Aprendi a respeitar e admirar minhas colegas, aprendi a trabalhar em grupo, a entender opiniões diferentes, cresci muito como pessoa e profissionalmente também, essas coisas não se separam.
    Enfim chegou a jornada, mas meu corpo talvez por cansaço ou estresse não aguentou, adoeci e perdi a segunda feira, que tinha só credenciamento, mas era um dia importante para que nós, da comissão de organização aprontássemos tudo. No outro dia, me esforcei e fui para a jornada, dolorida, enjoada, fraca, mas louca de vontade de ver a jornada acontecer.
    Durante a jornada ficávamos todo o dia no Pelotense, almoçávamos no refeitório, largávamos as bolsas no camarim, andávamos o tempo todo e sempre tínhamos o que fazer. As palestras, oficinas, exposições, momentos culturais, exposições e sessões de vídeo tiveram de forma geral uma boa qualidade. O público, em geral, pode aprender muito e trocar muita experiência.
    Apesar de cansativa, a semana da jornada foi muito boa participei em praticamente todas as funções: recepcionando palestrantes, passando slides no datashow, arrumando, organizando, ficando no bar, na recepção, monitorando oficinas, enfim... Vivi minha jornada intensamente e valeu cada minuto.
    Da jornada fica a amizade, o carinho, o cheiro de plástico queimando para fazer os bonecos, o gosto da Biri limão, das frutas e do chocolate quente, a imagem da decoração e do público, as músicas escolhidas com tanto carinho, o coral das Conceicetes, o aprendizado, a mensagem da ecologia e do futuro, a vida, o riso e choro de emoção.
    Cresci muito e sei que esse é apenas mais uma passo na minha vida, uma passo, porém que sempre será lembrado com carinho e que sempre terá uma enorme importância para mim. 






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